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Força da safra no PIB do RS ainda mais evidente
15/10/2019

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Força da safra no PIB do RS ainda mais evidente

Agropecuária do Estado cresceu 9,2% no segundo trimestre em relação a igual período do ano passado, enquanto a brasileira ficou em 0,4%


O maior crescimento do PIB do Rio Grande do Sul em relação ao Brasil não é obra do acaso. Tradicional motor da economia gaúcha, a agropecuária costuma pesar de forma positiva no segundo trimestre em razão da entrada da safra de grãos de verão. Neste ano, esse efeito ficou ainda mais evidente. A agropecuária do Estado cresceu 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a brasileira, 0,4%.

Esse resultado é reflexo de combinação de volume com valor, explica Roberto Pereira da Rocha, pesquisador do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento:

— O ano de 2019 está vindo com estrutura boa de preços. Isso faz com que o crescimento de produção da soja gere valor adicionado maior.

Vale lembrar que em 2018 o RS teve problemas de falta de chuva na Metade Sul, fazendo a produção encolher na região. Nada que se compare às grandes secas do passado.

O Norte manteve safra farta, e o Estado alcançou um dos maiores volumes de grãos, mesmo com a redução da colheita de soja em relação a 2017, que foi um ano excepcional. Em 2019, a produção da oleaginosa retomou fôlego e superou as 19 milhões de toneladas.

— O descolamento da taxa de crescimento da economia do Rio Grande do Sul em relação ao Brasil deve-se ao setor agropecuário. Porque é mais complexo, mais ligado aos setores de indústria e serviços. Quando a gente expande a produção agrícola gera impacto positivo na indústria de fornecimento, que é muito grande no Estado — pondera Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

Além dos grãos, outros segmentos do agro, como o das carnes também estão mais aquecidos. A demanda mundial por proteína animal tem alimentado o crescimento da indústria de aves e de suínos.

É importante lembrar que, daqui para frente, o impacto da agropecuária não se dará de forma tão absoluta quanto no primeiro semestre.

Fonte: Zero Hora
Créditos da Imagem: Seplag-RS/DEE