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Conflito no Oriente Médio impacta rota de exportação de frango do Brasil
03/03/2026
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Região é destino de um quarto dos embarques da proteína
A indústria brasileira de carnes acompanha com atenção — e preocupação — os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Os países da região têm um fatia importante nas exportações de frango, sendo destino de um quarto de tudo que é embarcado dessa proteína. Neste momento, o maior impacto é o da incerteza trazida, com o fechamento de acessos importantes, como o Estreito de Ormuz. Agendamentos de embarques estão cancelados.
— O maior problema agora é que os armadores (empresas que operam ou gerenciam navios) estão com receio, querem um cenário mais claro, se terão segurança — pontua Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Informalmente, já vem sendo anunciada a cobrança da chamada "taxa de guerra", um adicional para operar em meio ao cenário de conflito.
O Brasil e os países do Oriente Médio são parceiros históricos no comércio de carne de frango. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, fecharam o mês de janeiro deste ano como o principal comprador da proteína, com 44,3 mil toneladas no mês, o que representa 14% a mais do que em igual período de 2025. A Arábia Saudita, por sua vez, ocupou a terceira posição, com 33,5 mil toneladas, alta de 5%.
O Brasil também é o maior exportador de carne halal do mundo (feita dentro do que preconizam as regras do islamismo). O fechamento de pontos tradicionais de acesso torna o processo de embarque mais custoso e mais demorado. Santin explica que pode haver um impacto "artificial" nas exportações do mês de março:
— Vamos fazer o máximo possível para manter o fluxo de comércio. Toda a cadeia é interligada, queremos mantê-la estável.
Fonte: Gzh
Créditos de imagem: Banco de imagens Asgav





